O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu nesta quarta-feira (06/03), em seu gabinete, dirigentes das confederações patronais do comércio, Indústria, saúde, agricultura, transporte e setor financeiro para um balanço do desempenho dos segmentos no primeiro bimestre e apresentação das perspectivas para o resto do ano. O encontro durou cerca de três horas. O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos, foi representado pelo consultor da Presidência Roberto Nogueira Ferreira.
As confederações levaram ao Ministro sua preocupação em relação à atuação do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). O tema ficou em aberto, mas os dirigentes deixaram ofício com a posição do setor privado.
A segunda parte da reunião, já com a participação do secretário de Política Econômica, Márcio Holland, tratou das perspectivas setoriais e gerais para a economia em 2013. O Ministro apresentou alguns dados e fez ampla exposição de projetos, dos instrumentos de financiamento e das oportunidades no campo da infraestrutura.
Mantega distribuiu aos presentes o documento objeto das reuniões que teve com investidores nos Estados Unidos e na Europa. Questionado pelo representante da CNC sobre a receptividade externa, Mantega disse que tem sido muito positiva, basicamente porque há recursos à procura de bons investimentos.
O Ministro pediu a cada representante setorial para apresentar um balanço de suas atividades no primeiro bimestre e suas expectativas para restante do ano. O consultor da Presidência da CNC disse que, em 2012, o PIB do comércio cresceu 1% e o de serviços 1,7%, segundo o IBGE, e afirmou que não há razão para imaginar participação menor que essa. Roberto Nogueira falou das pesquisas produzidas pela CNC – Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplêmcia do Consumidor (PEIC), Intenção de Consumo das Famílias (ICF) e Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) -, que continuam revelando um quadro satisfatório de confiança e expectativa do consumidor e níveis normais de inadimplência.
Para isso contribuiu, também, a manutenção, nos dois primeiros meses, de uma massa salarial com crescimento real em comparação com o mesmo período de 2012, “É possível que haja um crescimento bem maior do PIB do comércio em 2013”.
Outros temas de interesse geral foram tratados: necessidade de uma atuação mais ostensiva para redução de entraves trabalhistas; acompanhamento, análise e eventual ampliação de setores beneficiados com a desoneração da folha de pagamento; supressão de vários entraves na aplicação da legislação do ICMS; definição de um marco legal moderno na terceirização; atenção e agilização na melhoria da infraestrutura rodoviária; análise e eventual revisão da legislação do PIS e da COFINS para ampliação da não cumulatividade, dentre outros.
O Ministro gostaria que o encontro com os presidentes das confederações se tornassem frequentes, com agenda aberta e troca de informações, dados e análises. Sobre as expectativas econômicas das entidades patronais, todos afirmaram acreditar em crescimento superior a 3% do PIB em 2013.
Fonte: Portal CNC